quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Espaço da Casa n.12 - Sociedade do Sol

Saudações a todos os que estão sintonizados com este plano mais denso de manifestação, saudações tb àqueles que, mesmo em contato, não estejam totalmente 'perceptíveis' ao cérebro medio-cotidiano desse chamado começo de século XXI, acontece que o Espaço da Casa, em sua décima segunda edição, apresenta o trabalho realizado no ano de 2002, em Cascavel - PR, pela banda 'Sociedade do Sol', onde um atual morador da Casa (Rogério Kurek-Baixo), em conjunto com Diego M. Rubel (Cósmico-Harmônica), Daniel Hamud (Ralaster-Voz), Leandro (Sagaz-Bateria) e Carlos Augusto (Guto-Guitarra/Voz) gravavam o álbum intitulado "Antes Ser Um Nada Do Que Apenas Mais Um". O grupo explora temáticas da caótica sociedade industrial-urbana de nossos dias, bem como atenta para a possibilidade de um modo de vida mais harmônico, que quer dizer, no viés da banda, uma sociedade baseada na cooperação mútua em vez de uma competição ensandecida em busca de um poder ilusório dentro da 'cidade normal'.
Influênciados pelo Rock do Raul Seixas, do Casa das Máquinas e Pink Floyd, entre outros, a banda gravou 12 faixas que vc pode conferir acessando o link abaixo.
http://www.sociedadedosol.palcomp3.com.br/

Um intergalático abraço a todos.

domingo, 26 de outubro de 2008

Espaço da Casa nº 11 - Condições de não realização



Condições de não realização
- Seu desgraçado! É claro que eu quero, e é claro que eu gosto de ti! Mas eu te odeio muito mais, por isso não posso me permitir, jamais!; por isso não quero! Tu me forças, és tu mesmo quem me obriga a odiar-te. Porra, eu gosto de ti!, mas é tudo culpa tua... Eu até queria deixar o passado pra trás, eu até queria me entregar, mas não me deixas, não me dás possibilidade, não me deixas escapatória senão odiar-te e expulsar-te de minha presença. Será que não consegues enxergar que não posso ser aquilo que queres que eu seja? Será que não percebes que pedes, imploras, exiges de mim que eu seja tudo o que vês em mim, sem, entretanto, levar em conta que eu não sou capaz de sê-lo?, que não sou forte o suficiente para suportar aquilo que imaginas em mim?, esse papel tosco que me queres fazer tomar. Não me dás apoio, não me sugeres força; mostra-te seguro, mostra-te capaz de sustentar aquilo que tanto queres, em mim e em ti, e eu serei tua, mas sozinha não posso. Não sou isso que vês em meus olhos. Não sou mais que essa inocência que às vezes escapa no riso, ou na dúvida. Sei que vês em meu sorriso uma provocação terrível, sei que vês nesses dentes o reflexo dos teus sentimentos, sei que parece-te que ao meu olhar, de repente, escapa você próprio, mas queres que eu sustente isso tudo, sozinha; impossível, querido. Não posso sustentar essa mentira. Por que não me deixas ver em ti as mesmas coisas? Por que têm que ser as nossas relações tão embriagadas de ti tão real?, e nunca me deixas ver algo além desses olhos fixos, mortos, que me empurram pra longe e me odeiam como realmente sou. Será que nunca perceberás que é tudo falso, que quem me enxerga como realmente sou não és tu, mas são os outros, e é por isso que tornas nossa relação a dois insustentável? Faço de tudo, tudo mesmo, pra mostrar-me a ti, mas não é a mim que queres ver, não me podes ver, e é só por isso que não me podes ter. Não vês que assim me esmagas?, que quando forças essa profundidade toda em meus olhos ela me esmaga, que quando busco emprestar de teus olhos força pra sustentar o que vês nos meus, ou mesmo um poço de semelhante profundidade para equilibrar nossos olhares, só encontro esse olhar morto e adulador, essa obsessão quente e essa obsessão fria, e é então que fujo, que busco em outro lugar, que me esmago, que te empurro... Não estás nunca disposto a sustentar nada, só queres te mostrar fraco e venerar em mim aquilo que não existe. Não existe. Eu sou a inocência, a fraqueza, a burrice, a irritação, a fadiga, a indisposição, a doença, mas não posso nunca ser a morte em cada uma dessas coisas, porque isso seria ser grande demais. Tenho que ser a fraqueza que finge força, pra poder ser fraca de verdade, pra poder mostrar que sou fraca, pois a outra fraqueza, extrema, não pode se mostrar, porque não chega a tentar, não há uma tentativa que fracasse, que mostre fraqueza. Sou a burrice que finge esperteza. Irritação, fadiga, indisposição, doença fingidas. E é assim que os outros podem me ver, e é assim que eu posso existir no mundo e ser real, e é dessa mulher que você está exigindo a outra, grande. Não me terás porque não me queres, porque não sou gigante, porque não me deixas ser, porque me empurras e me afugentas, e fazes isso de tal modo que fico eu a culpada, eu a parecer que te empurro, eu a fugir com os olhos para respirar mais uns minutos. Eu a te odiar. Amas a ela, mas a mim? Só fazes odiar-me.
- Mas eu te amo... será que não vês?
Será que ele não havia entendido nada do que eu disse? Soltei meus pulsos de suas mãos decididas com algum esforço, empurrei-o para fora do elevador e passei só uma vez meus olhos por seu olhar patético antes de me esconder atrás das muitas pressões do “T”. A porta fechou e eu relaxei, soltei dos pulmões o ar que me sufocava e irritava ao extremo. Como já era esperado, quando contornava o prédio ouvi um grito por alguns segundos, seguido de uma forte pancada no chão, do outro lado do edifício, continuei andando, impassível, girando na mão o velho e pesado cadeado, enquanto a outra, fechada em punho, aguardava paciente a ordem de converter minha irritação em insulto.


domingo, 19 de outubro de 2008

Espaço da Casa nº 10 - (Re)tensão



O mundo gira incessantemente e rápido, cruel e mais veloz e veloz como se eu me deslocasse pelo ar em fúria dentro de um kamikaze em direção a um navio cheio de pessoas gritando e ligeiro eu entro nos olhos deles e atravesso todas as suas lembranças e cada medo deles floresce em mim neste momento. Quando parece que a dor de cada uma daquelas pessoas em chama vai passar, eu os vejo. Eles... Eles! 


São os covardes infames desgraçados, mas não fogem, pois se trata de outra espécie de covardia, então eu vejo a chuva torrencial de napalm quente queimando a última partícula e percebo que na verdade é o meu sangue os lavando e imagino queimando a alma desses desgraçados. Eu nem estava ali quando as coisas começaram, não sou o culpado dessa bagunça toda e sinto o estupor apenas me transportando devagar agora entre um exército vermelho. Eu sei que a conquista é montada em solo árido inocente exausto. Consigo até mesmo perceber gritos a quilômetros e quilômetros de distância, como se eu os visse correndo na minha direção trazendo o desespero de seus desafortunados donos bradando cenas nunca sentidas. Vejo sombras na luz desse belo e maravilhoso florido dia. Eu sei que estou preso nesse segundo para toda a eternidade e toda e toda e toda. Anos e anos e anos de derramamento de sangue e uma espera que suga a vida aos poucos e quando ela acaba começa a tormenta e tempestade. Quando a desesperança toma de completo e onipresente meu ser o sádico fluir das coisas parece rir de mim e então eu empunho minhas armas e respiro e avanço apenas pra me defrontar perante o horror involuntário abrupto intrusivo que traz o desespero aterrador como um tiro na minha cabeça ao perceber a minha fraqueza. Eles estão encarando o meu caminho e cuspindo e lendo minha mente, atropelando cada centelha de vida que já houve um dia. Grito sozinho de pé na escuridão quando tudo se vai e deixa o rastro de fumaça e o cheiro de carne queimando em meio às chamas que consomem o meu corpo que espera a luz ausente que nunca chega. E quando chega destrói mais do que tudo que antes arrasou cada centímetro de terra, luzes cegantes vindo de todas as direções nesse palco bastardo de asco e vísceras vomitadas expostas nas faces tortuosas e ofegantes aos meus pés. Corpos dilacerados em vários estágios diferentes de putrefação, um mar fermentado butírico recheado de vermes, ossos expostos cobertos por finas camadas de sofrimento. Vidas rasgadas saindo dos corpos seminus translúcidos, para baixo e em espiral perdendo-se na fúria contida das nossas almas podres. Eles continuam seus escárnios com ironia refinada. 


E eu mesmo, empalidecido por baixo das manchas de sangue, com a pele gelada e rija e rugosa raspando desconfortável nos meus trapos. Vejo-me em meio à necrópole implorando por ajuda em meio aos meus gritos emudecidos pela devastação incessante.


A graça não exercida de nossos corações se enche de raiva e vinga-se de um por um com crueldade e lentidão. A compaixão nunca exercida se enche de repulsa aos seres humanos e os empala lentamente, um a um. A minha liberdade nunca expressada fecha todos os muros ao redor de mim até me sufocar. A fé nunca sentida torna-se o desdém destruindo qualquer certeza das mentes que perderam a humanidade e caminham feito zumbis por todo o campo relvado de miséria e suor.


Não consigo respirar.
Pensar.
Viver.


- Acalme-se, por favor. – A agitação foi penetrada por uma voz calma e grave. Eu tremia na cadeira em frente a uma bela mesa com um pequeno busto de um velho de barba. Dando conta de mim mesmo aos poucos.
O velho de verdade, atrás do busto prosseguiu:
- O senhor ficou paralisado durante alguns segundos, - foram horas, pensei eu - parecia em pânico. 

-Contudo, acalme-se, - prosseguiu o senhor - eu tenho uma boa notícia, de acordo com tudo que conversamos neste mês, creio ter um diagnóstico. O senhor muito provavelmente apresenta estresse pós-traumático – estresse o cacete! velho filho de uma puta -pensei, roubando meu dinheiro, desgraçado. 

O velho prosseguiu.

-Vai fazer uso de Sertralina e Topiramato, a minha secretária vai indicar as dosagens com calma depois, após um mês o senhor retorna e veremos se a medicação surtiu efeito.




Grátis - "Metabiótica”, de Alexandre Orion.


No processo de desenvolvimento de “Metabiótica”, Orion aplicava uma pintura na parede e, com a câmera em punho, aguardava pelo momento decisivo em que as pessoas interagiam espontaneamente com suas pinturas. Enquadrando a situação exata, o artista promoveu a união entre as tintas e a vida real, simulando o encontro (ou o confronto) entre realidade e ficção dentro do campo fotográfico. “é nesse momento decisivo de interação entre o pedestre e a imagem pintada que a fotografia de ‘Metabiótica’ é gerada, contrapondo-se aos tradicionais quadros fotográficos que nos transmitem a falsa idéia de que tudo o que é fotográfico é real”, explica Orion.



Algumas de suas obras integram os acervos do Banco Itaú, do Museu da Imagem e do Som (São Paulo) e da Pinacoteca do Estado de São Paulo. O artista já recebeu convites para expor na Bienal de Florença (Itália), em São Francisco (EUA) e para um workshop e exposição no projeto Communication Revolt em Palermo (Itália).

A Galeria da Caixa recebe, a partir do dia 8 de outubro, a exposição “Metabiótica”. A mostra, que já passou pela Pinacoteca de São Paulo, apresenta um novo olhar sobre o cotidiano, o imaginário e a relação entre as pessoas e a cidade, criando um elo entre o espaço externo (ambiente urbano) e o espaço interno (galeria).




Exposição: "Metabiótica”, de Alexandre Orion
Local: Galeria da Caixa
Data: Abertura 07/10/2008, 19h30. A exposição permanecerá aberta até o dia 02/11/2008
Horários de visitação: De terça a quinta das 10 às 19h e de sexta a domingo às 10 às 21 h
Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280 - Edifício Sede II
Informações: 2118-5114
Ingresso: Entrada franca

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Geléia das Artes



Vem aí uma festa que vai reunir artistas locais na Casa do Estudante. Haverá exposição de trabalhos de artistas locais como: Orlando(Muzca-Lab), Gustavo Beghini, fotos de Emanuel e Kurek, além da parte musical, que, para nosso privilégio, conta com duas bandas que produzem o seu trabalho aqui na cidade de Curitiba, as duas bandas possuem integrantes do curso de Música da UFPR. André, da Sinhá Insana é também morador da CEU enquanto Vini, na Innexus é também colega de Emanuel que por sua vez é colega de Ganesh que por sua vez também tem aula com o Victor Microchip que faz aula com o toda essa galera aí e ainda chamou muito mais gente prá vir!!!



Através do evento, que inclui uma jam session, o som estará nas mãos dos dj's: Emanuel Fraga, Muzca-Lab Project,Victor Microchip e Ganesh. Confira.
Dia 24/10 sexta-feira às 22:00. Na Casa do Estudante, Luiz Leão 01.

sábado, 11 de outubro de 2008

Alguns eventos culturais gratuitos

"Muitos eventos culturais, seja de qual cidade for, não são divulgados em mídia de massa. Andei pesquisando alguns eventos que acontecem com frequência em Curitiba e descobri coisas boas. Vamos à elas?

Blues no Bosque todos os domingos no Bosque João Paulo II

Todos os domingos, às 16 horas, acontece o projeto “Blues no Bosque” no Bar do Bosque João Paulo II. No palco, a banda Cotton Blues intepreta os maiores clássicos e hits mais contemporâneos de grandes nomes do blues, além de músicas próprias e um repertório diferente a cada show.  Vale a pena conferir.    O Bar do Bosque João Paulo II fica atrás do Mercadorama da R. Mateus Leme.  Entrada franca.

Bosque João Paulo II

Casa da Leitura no Parque Barigui

Casa da Leitura, espaço de literatura da Fundação Cultural de Curitiba instalado no Parque Barigüi, reúne num mesmo lugar um valioso acervo de cerca de 800 livros infantis, infanto-juvenis e para adultos, jornais e revistas, espaço para quem quer ler, o Teatro da Maria Fumaça – que tem teatro de bonecos aos domingos – e uma sala destinada à contação de histórias, uma das atividades mais concorridas do espaço. A Casa da Leitura é também o espaço das Rodas de Leitura, que reúnem pessoas interessadas na discussão de determinado texto literário. A possibilidade de ler um livro no Parque Barigüi, onde está instalada a Casa, é outra possibilidade. Quem empresta os livros para ler na área verde do parque pode emprestar também uma espreguiçadeira. Para isso, basta apresentar a carteira de identidade ou fazer o cadastramento na Casa da Leitura.

Também estão entre as atividades, o trabalho dos educadores e estagiários da Coordenação de Literatura feitos nas bibliotecas da Fundação Cultural. Eles misturam oficinas, narração de histórias, interpretação, jogos e brincadeiras para crianças e, no caso dos adultos, música e poesia com o objetivo de estimular o ato da leitura. Também aos domingos acontececem sessões de teatro infantil, às 16h, no Teatro da Maria Fumaça (dentro da Casa da Leitura). Os horários de funcionamento são:  de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h30. Aos sábados e domingos, das 10h às 17h30. Entrada Franca.

Casa da Leitura

Museu Ferroviário no Shopping Estação

São mais de 600 peças centenárias, como apitos, sinos, telefones, telégrafos, maquetes, réplicas, mobiliário, mapas e documentos, além de locomotivas. O museu finciona todos os dias, das 12h30 às 20h30. A entrada é franca e fica no Shopping Estação.

Museu Ferroviário de Curitiba

Estação Natureza no shopping Estação

A Estação Natureza é uma exposição interativa que valoriza a biodiversidade brasileira. A proposta deste espaço é proporcionar entretenimento, disseminando valores, conceitos, atitudes e mobilizando o maior número de pessoas para a conservação da natureza. A Estação Natureza funciona de terça a sexta-feira das 13h às 18h. Aos sábados e domingos das 15h às 19h. Para escolas, com agendamento prévio, a Estação Natureza funciona de terça a sexta-feira, das 8h às 17h30. Agendamentos e informações pelo telefone (41) 3232.8091.

Estação Natureza no Shopping Estação

Sei que existem muito mais eventos pela cidade e com o tempo irei pesquisando melhor e postando aqui.

Abraço"

Texto retirado de http://teusmapress.evonblogs.com.br/

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Espaço da Casa nº9 - Novo clipe com Direção de Fotografia de Ceuense

O novo clipe da banda curitiba Mordida, conta com direção de fotografia do ceuense Antônio Junior.
Assistam ao clipe da música "Eu amo vc" e deixem seus comentários.

Para ver o clipe com melhor qualidade, entrem no youtube e selecionem a opção de assistir em alta qualidade.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

FESTA da Música UFPR e DECULT !

O Departamento Cultural da CEU, em parceria com o CAMURCS e demais alunos do curso de Música da UFPR estão organizando uma GRANDE festa!

A antiga biblioteca da Casa é o espaço onde pretendemos realizar o evento.

O formato da festa inclui 2 ambientes,
contando com JAM sessions (com os alunos do curso
e com os músicos da casa), bandas, discotecagens e a participação de artistas e do público, em processos de interação artísticos.

Quem estiver interessado em ajudar na organização E/OU se apresentar no evento (ou somente na JAM), ou ainda expor, pintar, performatizar, debater, declamar..............)

envie um e-mail para culturaceupr@gmail.com
OU para camurcs2008@gmail.com

Previsão da festa, dia 24 deste mês de Outubro.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Estréia de filme com Produtor da CEU


Estréia do curta metragem “Com as Próprias Mãos”, que apresenta como Produtor, o morador da CEU, Antônio Junior.

Local: Museu Oscar Niemeyer (MON), no III Festival de Cinema do Paraná
Data: 12 de outubro
Horário: 19h
Entrada Franca

Direção: Aly Muritiba
Produção: Alumiar Filmes
Co-Produção: Processo Filmes
Gênero/Duração: Ficção -- 15 minutos
Informações: Aly - (41) 8862-5825
Trailer

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

100 anos sem Machado - Comemorações em Curitiba marcam os 100 anos sem Machado de Assis, com entrada Franca!


O centenário da morte de Machado de Assis, em 29 de setembro, está sendo motivo para uma semana de atividades em memória de um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos. A Secretaria de Estado da Cultura está promovendo desde de segunda-feira o evento Cem anos sem Machado. A idéia é mostrar de que forma a literatura dialoga com as outras linguagens artísticas. A obra de Machado é então lembrada com exposição de artes, show musical, mesa redonda e apresentação teatral. Todos os eventos têm entrada franca.



Sobre Machado de Assis:
Joaquim Maria Machado de Assis foi cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, sendo considerado um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos. De origem humilde, Machado de Assis iniciou sua carreira trabalhando como aprendiz de tipógrafo. Aos quinze anos, estreou na literatura, com a publicação do poema "Ela". Colaborou intensamente em jornais como cronista, contista, poeta e crítico literário, tornando-se respeitado como intelectual antes mesmo de se firmar como grande romancista.

Mais tarde, podendo dedicar-se com comodidade à carreira literária, escreveu uma série de livros de romances, contos e poesias, alguns deles considerados grandes marcos da literatura nacional, como "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (1881), "Quincas Borba" (1892), "Dom Casmurro" (1900), "Esaú e Jacó" (1904) e "Memorial de Aires" (1908), além de textos para peças teatrais. Foi o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, que passou a ser chamada de Casa de Machado de Assis, graças à sua importância. O estilo literário de Machado tem inspirado muitos escritores brasileiros ao longo do tempo e sua obra foi adaptada para televisão, teatro e cinema.

Evendo do dia 4 de outubro - sábado:
20 horas – "Capitu – Memória Editada". Peça teatral baseada na obra de Machado de Assis com o Grupo Delírio, dirigido por Edson Bueno. Elenco: Janja, Regina Bastos, Edson Bueno, Marcelo Rodrigues e Tiago Luz. No Auditório Brasílio Itiberê (R. Cruz Machado, 138. Anexo ao prédio da SEEC).
A peça inspirada na obra de Machado de Assis, será encenada pelo Grupo Delírio, dirigido por Edson Bueno. Em cena a trama de Dom Casmurro é contada não só pela memória de Bentinho, mas também por personagens paralelos e contemporâneos, que interagem com o texto de Machado de Assis e fazem referência a ele, convidando o público (leitor) a preencher as lacunas, assim como fez o grande escritor. No elenco do espetáculo: Janja, Regina Bastos, Edson Bueno, Marcelo Rodrigues e Tiago Luz.