sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Espaço da Casa? Será? E o Espaço dos Moradores?

Seguinte, esse post é para questionar uma atitude que vem acontecendo com uma frequência que não me parece interessante.

Ocorre que, muitos eventos da casa estão acontecendo sem que os moradores fiquem sabendo. Quando os tais eventos são festas, tudo bem, apesar de achar que estas deveriam passar pelo Departamento Cultural. Entende-se que ocorram da forma que ocorrem, é um direito dos moradores. 

Porém, dia desses estava acontecendo uma filmagem em um quarto da casa. Algum morador estava participando? Tenho quase certeza que não. Compreendo que estas atividades fazem parte de um intento de trazer uma melhor imagem pública - ou mesmo lucros - para a casa. Porém, nada mal seria caso os moradores que estão inseridos na área pudessem participar de tais ocasiões, enriquecendo suas experiências e até mesmo agregando conhecimentos aos responsáveis por tais produções... 

Portanto, não custa nada e é enriquecedor para ambas as partes a participação dos moradores nestes trabalhos, assim, um aviso, um cartaz que seja, não seria de mal tom por parte dos responsáveis.



Foto das tais "filmagens"...

FESTA! Game Over!


Segundo Dogrão, nosso amigo ex-presidente/chanceler/ditador do Departamento Cultural: 

"Depois da nossa parceria com os ursos Gammy, soubemos da existência de outras criaturas na Chácara Bosque das Araucárias, as quais, sabendo da nossa boa relação com os queridos ursinhos, aceitaram nos receber no seu habitat. Não perca...Game Over em parceria com as criaturas mágicas."

Clique na imagem para informações menos lisérgicas!


sábado, 15 de novembro de 2008

Espaço da Casa n.13 - Madrugada Alucinada

Segue mais um conto de autoria do morador Renan Costa, se é que esse trabalho em especial pode ser chamado de conto. Que o leitor não fique surpreso se as palavras transpirarem alguma estranheza ou inconsciência: o que se destaca aqui é que o texto, que relata talvez algo de um sonho, não foi escrito somente, nem sonhado - foi sim a manifestação motora de um sonho. O que encontra-se nessas linhas não é o sonho propriamente dito, mas a reação motora que ele, imediatamente, durante o seu transcurso, desencadeou em dez dedos sobre um teclado. Fora desse contexto, talvez, desapareça o singular e o interessante de Madrugada Alucinada.



Madrugada Alucinada

Era uma alva e clássica madrugada, daquelas em que o orvalho congelado cobre todas as coisas. Eu não sabia dizer mais nem meu nome, não sabia mais coordenar movimentos complexos, não sabia mais vomitar. Sei lá o que eu tinha tomado, sei lá que drogas tinha misturado, sei que estava totalmente inepto num segundo e, no outro, corria desesperado de não sei que sombra. Parei, ofegante, e já estava deitado naquele chão congelado.
- Que é que cê tá fazendo aí? - disse alguém numa voz estranha. Fingi que era minha imaginação, ignorei. Chute nas costelas, me contorci, abri os olhos, jeans, chute nas costas.
- Ele tá drogado - voz mais leve, mais jovem.
Que era aquilo na minha frente? uma colher? uma loja? agora era uma enfermeira que estava na minha frente.
- Encontramos ele na rua, tava caído, achamos que está drogado - eu conhecia essa voz de algum lugar. O tempo passou de volta.
- Sai, Jeremy! O moço tá doente, precisa dormir!
- Mas quem é ele?!
- Mais um amigo do seu tio...
Agora só tinha ácido, e depois eu acordei. Estava bem, estava me lembrando, estava vivo e pulsante, meu coração estava na minha boca, minhas mãos também. Fiz de tudo para erguer minha vontade, mas só ergui meus braços e minhas pernas, fiz de tudo pra caminhar no vento, mas só caminhei no carpete, descendo a escadaria, encolhendo a louça, ateando fogo ao mordomo. Que é que aquele mordomo estava fazendo lá?
- Estou queimando, senhor, só isso - não era essa a voz do pivete que me chutou as costas?
Me chutaram as costas? O mordomo queimava, e lá fora o gelo cobria todas as coisas. Aqui dentro não, aqui dentro era só calor, só amor, só lareira, só reação exotérmica, só carinho e aconchego familiar. Era a dor do calor na minha boca que o mordomo sentia. Mas o mordomo não sentia nada.
- Se o senhor quiser eu sinto, senhor - não era a voz do pivete não.
- Cala a boca, não pedi a sua opinião.
Quem, minha mãe? Não, ela é a marca da sanidade disso tudo, ela é a quentura indecente da família. Agora não eram mais enfermeiras nem pivetes, era a família. A família. A família não é a unidade básica de formação da nossa sociedade, da nossa cultura, da nossa civilização? Não são as dores do parto maiores que as dores do pudor? Não é no parto que a mãe aprende a trocar as fraldas do filho, a morder suas bochechas e a suportá-lo em suas mais ridículas manias?
- Quem é o rapaz de branco?
- Que mordomo?
- O rapaz de branco - que voz?
- É meu filho, sou pai! - era um velho.
- Parabéns!
- Devia ter agradecido antes, agora é tarde.
Devia mesmo, velho lerdo. Não aprendeu a trocar fraldas. Não aprendeu a gerenciar o calor da família. Não aprendeu nada senão em qual número jogar outro número. Será que foi o que eu tomei, será que foi o que eu fumei, será que foi alguma coisa ou será que sou eu mesmo? Mas ainda é uma madrugada lá fora, não importa quantas famílias me acolham, quantos mordomos queimem meu coração em dentes, quantos pivetes me chutem as costas e as costelas, quantas vozes me atormentem os sonos, nem quantas enfermeiras me destruam as vistas, sou todo ouvidos. Sou todo ouvidos orvalhados de cera.

domingo, 2 de novembro de 2008

Cinema Nacional a R$2,00

O melhor do cinema nacional por apenas R$ 2,00!

SOMENTE DIA 03/11, SEGUNDA!!

Park Shopping Barigui
ÚLTIMA PARADA: 174 (16 Anos) 18h15 - 20h50
A CASA DA MÃE JOANA (14 Anos) 11h50 - 13h55 - 15h55 - 18h00 - 20h00 - 22h00
OS DESAFINADOS (12 Anos)11h10 - 16h25 - 22h15
A ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO (18 Anos) 13h45 - 19h20
ESTÔMAGO (16 Anos) 11h00 - 13h05 - 15h15 - 17h25 - 19h40 - 21h55
CHEGA DE SAUDADE (12 Anos) 10h35 - 12h35 - 14h25 - 16h20 - 18h20 - 20h25 - 22h35
POLARÓIDES URBANAS (14 Anos) 17h35 - 19h55 - 22h05
SEXO COM AMOR? (14 Anos) 10h45 - 12h50 - 15h10 - 17h40 - 20h05 - 22h20
MEU NOME NÃO É JOHNNY (14 Anos) 10h20 - 13h00 - 15h50 - 18h35 - 21h30

Shopping Mueller
A CASA DA MÃE JOANA (14 Anos)11h50 - 13h55 - 15h55 - 18h00 - 20h00 - 22h00
ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA (16 Anos) 11h05 - 13h40 - 16h00 - 18h25 - 21h00
LINHA DE PASSE (16 Anos) 17h30 - 19h50 - 22h10
ERA UMA VEZ... (14 Anos) 10h45 - 12h50 - 15h10 - 17h40 - 20h05 - 22h20
ESTÔMAGO (16 Anos)11h00 - 13h05 - 15h15 - 17h25 - 19h40 - 21h55
SEXO COM AMOR? (14 Anos) 17h10 - 19h15

Grátis - Exposições



Coletiva do Solar do Barão

O Centro Cultural Solar do Barão sedia cinco exposições de artistas nacionais que utilizam as técnicas de gravura, desenho, instalação e fotografia para expressarem sua arte.
As mostras em destaque na Coletiva do Solar do Barão são Meus Olhos, de Carlito Carvalhosa, Escarlate e Negro, de Larissa Franco, Trajestórias, de Márcia Széliga, Sobre, de André Rigatti, e Três, de Carla Vendrami.

Local: Centro Cultural Solar do Barão
Preço(s): grátis.
Data(s): até 23 de novembro de 2008.
Horário(s): terça a sexta, 9h às 12h e 13h às 18h; sábado e domingo, 12h às 18h.