quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Festival de Cinema do Paraná

De 6 a 12 de outubro, no MON, acontece o Festival de Cinema do Paraná.
Confira a programação completa, aqui.

Em breve! Exposição de fotos histórico/artísticas. Fique ligado!


terça-feira, 23 de setembro de 2008

Cinema Grátis na Biblioteca Pública do Paraná

23 a 25 de setembro, 2008

Cinema e Literatura:
Páginas Filmadas - Machado de Assis

Local: Auditório Paul Garfunkel
Horário: 15:00

23 - QUINCAS BORBA
24 - A CARTOMANTE
25 - MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS

26 de setembro, 2008

Cine Clube Anníbal Requião

Local: Auditório Paul Garfunkel
Horário: 18:00

26 - AVENTUREIRO DO OESTE - Após o filme, projeção do seriado TERROR DAS MONTANHAS
Onde?
Rua Cândido Lopes, 133 - Curitiba
Telefone: (41) 3221-4900 - Fax (41) 3225-6883

Semana Acadêmica de Letras - UFPR





A Semana de Letras é um conjunto de atividades acadêmicas, reunindo mesas-redondas, simpósios, palestras e conferências de discentes e docentes do Curso de Letras da UFPR – com participação de pessoas ligadas a outras instituições de ensino. Constitui uma oportunidade única para a divulgação da produção de conhecimento realizada por alunos e professores, complementando a formação recebida em sala de aula nas disciplinas optativas e obrigatórias.



A Semana de Letras de 2008 acontecerá na semana de 22 a 26 de setembro, nos seguintes horários:

Manhã: 8h00-12h00
Tarde: 14h00-18h00
Noite: 18h30-22h00



PROGRAMAÇÃO:


http://www.letras.ufpr.br/documentos/graduacao/semana_letras.pdf

Festa de Administração...


sábado, 20 de setembro de 2008

Espaço da Casa n. 8 - Ceia

Segue um conto de autoria minha, desversando sobre fanatismo, num contexto um pouco excêntrico.





Ceia



Vade, sume tibi uxorem fornicationum,
et fac tibi filios fornicationum.



“Ordeno-te: pega uma puta e vá ter filhos da puta!”. Definitivamente, sem qualquer margem de dúvida penso que algumas pessoas não deveriam ter levado a frase acima tão a sério. Alberto era um grande filho de uma puta. A bela ordem acima foi dada por Deus, o cara lá de cima das barbas brancas e aquela história toda, dirigida indiretamente através de um anjo, mensageiro, o scrapbook, o sms divino. O felizardo dignificado com tal diligente e prestigiosa honraria era o profeta Oséias, personagem bíblico que deu origem ao nome do jogador do Palmeiras do cabelo estranho. Puta merda, cabelo escroto aquele.
Ordem do caralho! Imagino o anjo do senhor, descendo em toda a sua transfiguração e glória e fulgor num halo de pureza e... pose de glam dos anos oitenta, fedendo a maquiagem queimada pelo fogo do senhor dizendo pra ele engravidar a turba de putas da cidade.
O pai do Alberto era um desses idiotas que levou a frase a sério. Deu a luz ao maior filho da puta que eu já conheci, chato, aporrinhador, o sujeito recendia uma pureza que enojava assim como quando se usa um detergente de quinta categoria numa repartição pública esverdeada. Recendia como um produto de má qualidade e como uma buceta de puta mal lavada. Chega de putas. Que eu não sou cristão e não pretendo engravidar nenhuma.
- Cara! Quando eu to naquele lugar sagrado eu sinto uma força e expulso todos os meus demônios. – dizia o Alberto.
E eu tendo de suportar aquele cabelo penteado com banha de porco. Aquela felicidade fingida e desesperada e aquele sorriso banguela de quem enlouqueceu. Sem esboçar qualquer reação diante do comentário eu só conseguia pensar assim como o filho de Deus, e clamava aos brados da minha mente para um céu avermelhado que rugia acima de mim: “Pai! Porque me abandonaste?”. O comentário tinha sido tão exagerado que eu insisti em permanecer dentro do meu devaneio a ter de enfrentar aquele sorriso irritante. Assim, eu encenei as mais engraçadas poses de Jesus nos momentos mais constrangedores como quando ele resolveu dar uma de fiscal do rapa e acabar com o comércio no templo dos Judeus. Deus! Eram judeus!!! O que mais poderiam fazer? Eles ao menos não queriam que o filho de deus morresse asfixiado pregado num pedaço de madeira para saldar os nossos pecados ainda nem cometidos, isso sim era usura e comércio.
Só que o Alberto estava ali, com aquela cara de maluco esperando a minha reação, como se não fosse suficiente eu não falar nada. Enxergava o infeliz expulsando demônios no solo sagrado e lembrava novamente de Jesus, dando um rewind no filme da paixão de Cristo eu chegava nas cenas dele expulsando demônios. Nada deveria ser mais fácil pro Diabo que entrar no corpo de algum mendigo esfarrapado morrendo de fome. Sem muito trabalho, com alguns pães e... quem sabe; um pouco de atuação, eu poderia expulsar dez demônios e capirotos e cramunhões por dia.
O mais estranho nessa história toda é o mal gosto dos diabos, não posso deixar de perceber o apreço pela ralé e pelos mendicantes. Nenhum governador, nenhuma modelo, nenhum ator internacional... nenhum médico, jurista, professor, nenhum estudante de bandolin ucraniano. Só os suplicantes.
- Eu não tenho tempo nem paciência pra essas coisas, sem contar que parece perigoso. – retruquei sem pensar, bem aos moldes albertianos.
- Mas cara! Você paga uma ninharia, é uma espécie de gratidão àqueles santos pra entrar em êxtase por duas, às vezes três horas! Eu saio rouco e com a alma lavada.
Quem sabe uma boa punheta aos gritos resolvesse, pensei. Ali, eu era uma mistura de indignação e violência contida, de raiva e respiração prolongada, aquele ser, depois de tantas pregações feito essa tinham me feito odiar a sua causa. Eu lutava contra um cavaleiro negro gigante que ria de mim e me perspassava o punhal da ignorância, dizia zombeteiramente que eu falasse tudo que sentia e acreditava. Se aproximava e eu sentia o fedor nauseante e via sua pele descarnada e vermelha e com cicatrizes que ria e ria e ria. De repente notei que estava numa reunião de família e o gole de bebida antes de responder fez meu estômago aquecido voltar ao mundo dos vivos. O filho da puta é meu cunhado, não posso ser sincero, pensei.
- Quem sabe um dia desses eu vá assistir com você Alberto, vamos ver. – respondi, no meu tom mais dissimulado.
- Assim que se fala campeão! – e me deu um tapinha nas costas que quase fez eu arrancar a laringe do desgraçado com o garfo da salada.
Detesto torcedores de futebol, pensei.

Espaço da Casa n.7 - Marcas do Corpo

Este, reservado para registrar a exposição "Marcas do Corpo" realizada no dia 05 de agosto deste tão 2008 ano de 2008 no salão principal da casa. Constituíram o material para a apreciação os trabalhos de Gustavo Beghini (morador da casa) e seus colegas da escola de Belas Artes do Paraná: Ana Luiza Vaz, Leandro Perini, Vanessa Brandalize e Cristina Jardanovsky. Além de um apetitoso coquetel com pistache, castanhas, canapés, bebidas, vinho!, quem conferiu a mostra pôde prestigiar o duo Gustavo (clarinete-música-fap) e Leonardo (violão-embap) trazendo o que há de melhor (!gostaram??!!) trazendo o que há de melhor! do choro e da mpb!! É isso aí! Confira as imagens.






"Um Corpo para uma Roupa". Folhas de revista e tecido.
Cristina Jardanovsky - 2008.






"Sem-título". Papelão, papel machê e massa plástica.
Vanessa Brandalize - 2008.




"Sem-título". Papel machê e gesso.
Ana Vaz e Leandro Perini - 2008.






"Chronos". Instalação de balões de festa.
Gustavo Beghini - 2008






"Só-li-dão". Instalação móveis da ceu.
Gustavo Beghini - 2008.








"Sem-título". Instalação garrafas, armario da ceu.
Ana, Leandro, Gustavo e Vanessa - 2008.

Aguarde a postagem de novas imagens.
Abraço a todos.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Espaço da Casa n. 6 - Pernas

É tempo de trazer às inférteis terras binárias mais um conto, novamente de minha própria autoria. As correntes de ácido talvez componham aqui uma atmosfera mais sólida, mais abundante, e ainda assim menos evidente. Boa sorte.

Pernas

O que eu quero contar não pode ser explicado, porque não pode ser entendido. Mas pode ser contado. Era uma rua muito pequena e torta. Tinha apenas uma quadra, mas era espantosamente movimentada. Asfaltada, no centro, de duas mãos; cada mão com duas pistas, as mãos divididas entre si por uma espécie de canteiro ou faixa de calçada. Espantosamente movimentada. Muitos carros, motos e aqueles que são, nessa história, os mais importantes, os ônibus. Nessa época eu ainda tinha amigos, conversava com pessoas; chegava até a gostar de gente. Era com alguns amigos, conhecidos, pessoas, colegas, gente, enfim, com quem eu costumava andar, que eu estava naquele dia. Fazíamos qualquer “não sei o quê” no centro da cidade e decidimos voltar para casa. O dia estava cinzento, um desses dias frios que geralmente sucedem um outro dia chuvoso; um desses dias em que, mesmo após a chuva, ainda é possível sentir o gosto de sujeira no ar, gosto que nos anestesia de um modo tal que os detalhes parecem todos inexistentes, ou, antes, cinzentos.

Pode-se dizer que é tudo culpa desse gosto. Eu costumava ser uma pessoa limpa. Não sou mais. Acho que, de algum modo, com esse gosto de sujeira no ar, com essa sujeira em tudo, cobrindo todo o chão e todas as superfícies e tudo que eu levo à boca, é impossível estar limpo, e foi essa conclusão que me fez desistir da higiene. Agora deve parecer que parei de tomar banho, de lavar a roupa, e me tornei um completo e total imundo, compatível com a imundice que me rodeava e que impregnava tudo; mas não foi isso que eu quis dizer. Continuava a me limpar, e mesmo a limpar as coisas, eventualmente; a diferença aparece apenas no objetivo. Não queria mais estar limpo, queria apenas manter um nível de sujeira que parecesse aceitável, que não me atrapalhasse. Essa nova concepção rapidamente fez com que eu não me importasse mais em estar sujo, pelo menos por algum tempo e na medida que isso não me atrapalhasse, de modo que eu não me importava mais, também, em me sujar. É nessa indiferença quanto ao “me sujar” que eu posso colocar a culpa pelos eventos que sucederam, e é através dela que eu posso colocar a culpa na sujeira como um todo, e, especialmente, naquele gosto de sujeira que infesta o ar, ao qual eu me referia no começo.

Mas é imperativo que eu siga adiante e pare de falar da sujeira, pois a narrativa já se tornou enfadonha. Se foi a sujeira, entretanto, que tornou a narrativa enfadonha, e que irritou o leitor, e se isso se deve ao meu discorrer sobre a sujeira sem explicar onde ela se encaixa no contexto ou por que eu digo tudo que eu digo a respeito dela, então o que faz a história cansativa é o não entendimento, é o fato de que é impossível ao leitor, nesse ponto, compreendê-la. Já alertei que essa história não pode ser entendida. Devo recomendar ao leitor, portanto, que, se o não entendimento lhe causa incômodo, ele logo abandone a leitura desse conto. Aquele que acha que a sujeira não deveria ter sido citada deve abandonar esse texto agora. Para os que continuam vamos, contudo, dar um sentido à sujeira, embora não possamos fazer o mesmo com a própria narrativa, e embora mesmo não seja esse sentido deveras aceitável.

Atravessei a rua com sucesso, projetando-me apressadamente frente aos carros que vinham velozes na primeira mão, e tranqüilamente na segunda, onde não haviam carros. Essas pessoas que mencionei antes, com as quais andava nesse período de minha existência, entretanto, eram muito receosas e comedidas, sempre restritas a seus próprios limites, achando mesmo que esses limites eram parte delas; não atravessaram a rua, ficaram parados logo na primeira calçada, deixando aquela fila infindável de carros e outros automotores se alongar entre nós. Suspirei entediado mais uma vez, ao chegar ao outro lado da calçada. Talvez estivesse desde então já saturado desse comedimento, dessa moderação, dessa mediocridade silenciosa e recorrente. O fato é que sentei no meio-fio. Acomodei-me sobre as pedras irregulares, pretas e brancas, e sobre a faixa cinza de concreto do meio-fio. É aqui que o gosto de sujeira do ar recebe de uma vez só toda a culpa que possa haver nessas linhas. Se eu ainda fosse uma pessoa limpa, se ainda soubesse ter a vontade de manter as coisas limpas e puras, jamais teria sentado com uma calça tão limpa em um lugar tão sujo. Mas a sujeira da calçada era mais confortável que ficar em pé, não era importante estar limpíssimo, era apenas importante não estar imundo. Eu nem sequer me sentiria mais sujo ao sentar na calçada, é mesmo possível que me sentisse mais sujo em pé, por gastar mais energia e respirar mais aquele ar podre do que faria sentado.

Sentei. Estendi as pernas sobre o asfalto. Desviei o olhar dos meus próprios pés para tentar enxergar alguém por entre os vultos de automotores. Nesse momento meus sentidos se apuraram, ao mesmo tempo que a parte mais periférica da minha visão registrou algum evento inesperado, o líquido de minha cóclea vibrou de um modo tal que me fez conceber muito distintamente a idéia da aproximação de um ônibus pelo meu flanco esquerdo.

(Não te parece estranho que, mesmo tendo tudo transcorrido tão rápido, seja eu capaz de precisar cada detalhe e cada movimento em ordem cronológica tão precisa?)

Bastou um giro de cabeça para que se retraísse minha visão periférica; meus olhos, de frente, captaram algumas imagens claras de um ônibus muito veloz e crescente, ao mesmo tempo que minha razão matemática, minha noção espacial geométrica me alertaram especialmente para o trajeto de um dos pneus dianteiros, que calcularam coincidir em alguns pontos com a posição euclidiana dos meus joelhos. A reação instantânea da minha faculdade de tomar decisões foi refrear um reflexo que deveria ser mais imediato ainda, aquele de recolher as pernas. Por algum motivo estranho, que eu não sei se se deve realmente ser atribuído à minha tomada de decisão, o supracitado reflexo não se deu, e minhas pernas, nos instantes seguintes, permaneceram inertes.

Eis a problemática toda: foi então que, após certa avaliação, eu, como um todo, como um indivíduo, não como um reflexo, não como uma tomada de decisão, não como a manifestação aleatória de um livre arbítrio idealizado; eu, não como estrutura, não como reação, eu como tudo mesmo, eu no sentido mais amplo; tomei a resolução de impedir que o ônibus arrancasse minhas pernas, tomei a resolução de dobrá-las sobre o meu peito e me arrastar para a parte mais segura da calçada com as minhas mãos. Como disse, quem tomou essa decisão fui eu como um todo, não como uma parte superior que comanda uma parte inferior; por isso não houve contração muscular, não houve coordenação de movimentos de modo a atingir o objetivo proposto: eu quis e então eu estava lá. Não ficou qualquer registro, e não houve mesmo, esse período intermediário, essa fragmentação em estabelecer objetivo, executar meios e atingir objetivo.

Levantei-me, alguém passou ao meu lado e disse, em tom de espanto, que achava que eu perderia as pernas, mas eu não tive forças pra responder, se é que ouvi. Os comedidos atravessaram a rua, rumamos para o nosso destino, eu acho, sem que eu dissesse mais nada... eu acho.

Houve, imediatamente após esse incidente, como que uma dissociação, uma quebra, um esmigalhamento: a minha fraqueza não comportava a existência da possibilidade de uma resolução tomada por algo tão inteiro, tão integral. Se algo assim fazia parte de mim eu não podia suportá-lo; era certo demais, absoluto demais, correto demais para mim. Na minha fraqueza não havia lugar para nada integral. Na impossibilidade da minha fraqueza sustentar essa integralidade é que se deu esse rompimento estranho, avesso a todas as coisas.

Enquanto eu andava, enquanto eu comia, enquanto eu observava, minha mente não podia mais se ocupar de outra coisa senão da resolução desse problema, não podia tratar de outra coisa senão dessa incoerência. Por vezes eu lançava um olhar assustado à realidade, percebia-me de volta nela, apenas para poder, então, delegar essa função a mecanismos automáticos, e voltar a me ocupar da minha dualidade, da minha fraqueza. Que direito tinha eu de manter as minhas pernas? Que direito tinha eu de tomar qualquer decisão? Se nem mesmo os meus reflexos naturais foram capazes de atender às necessidades, como é que podia eu inferir assim sobre a realidade? Mudar as coisas de modo tão drástico? Qual era o sentido de mudar meu próprio destino tão drasticamente? Eu jamais seria capaz de tomar essa decisão, eu nunca faria uma coisa dessas. Não havia em mim qualquer traço tão decidido, tão capaz, tão cônscio a ponto de julgar-se apto a assumir tal decisão, tal responsabilidade; não havia em mim essa ousadia, essa coragem; era eu, também, um comedido! Todo o meu esforço para mostrar-me diferente não era senão para exigir dos outros que deixassem de ser comedidos, exigir deles uma resolução e um poder que jamais seria possível encontrar em mim.

Se eu tivesse perdido as pernas naquele momento, o transeunte chamaria desesperado a ambulância, o motorista acionaria todos os mecanismos que fora treinado para acionar, e choraria as conseqüências da sua distração com os olhos das dívidas, meus companheiros far-se-iam repentinamente ensandecidos, alguns passariam mal, talvez, outros exigiriam providências imediatas, buscariam culpados, não teriam coragem de pousar os olhos nos meus fluidos vitais espalhados pelo asfalto. Meus familiares todos se enterneceriam, muitos se engajariam em lutas sociais pelos direitos dos cadeirantes; todos ganhariam, em meio ao caos de suas incertezas, algo certo, algo que certamente precisava deles, uma razão sobre a qual edificar seus destinos, todos teriam, finalmente, aquele motivo que desde tão cedo buscaram para fazer o que quer que fizessem.

Como era possível que eu lhes retirasse isso? Se eu não possuía mesmo o direito de remover ao transeunte o prazer de participar finalmente de modo ativo em alguma história digna de ser lembrada, como é que poderia eu ter a audácia de roubar-lhes, assim, de repente, o futuro baluarte de suas novas vidas? Como é que poderia eu, agora, compensar isso? Como seria possível fazer-me sustentáculo de tantos destinos, se eu era tão fraco? Onde é que estava aquele eu inteiro, resoluto, que decidira assim, sem mais nem menos, mudar a história, agora que sua força era necessária para compensar a minha fraqueza? Fraco como sou, jamais conseguiria restituir aquilo que lhes tirara à força, com uma força que eu mesmo não compreendia e falhava em sustentar.

Tentei muito incessantemente arrancar minhas próprias pernas, primeiro com objetos cortantes, depois naquela mesma rua... mas os instintos, fossem meus, fossem dos outros, sempre me impediram de obter êxito em minha empresa. Não havia outro modo de dar a todos aquilo que mereciam ter, que precisavam ter, que deveriam ter. Mesmo esse modo não era absolutamente certo. Aliás era certa a sua ineficácia, mas não havia outro. Não poderia haver, eu era fraco. Quando comecei a fazer tentativas com objetos grandes e pesados algumas pessoas descobriram os meus objetivos, e logo comunicaram-nos a muitas outras, que conseguiram desvendar minhas primeiras tentativas. Logo passaram a me considerar louco. Não houve saída. Não pude fazer mais que isso. Dei a eles não aquilo que mereciam, mas apenas aquilo que me foi possível: fiz-me louco. Voltei a ser limpo.

Classe escamoteadora indignada

Ladrão devolve carro furtado ao encontrar criança
17/09/2008 - 10h05
Ladrão devolve carro furtado ao encontrar criança no banco de trás
Do UOL Notícias
Um ladrão chamou a polícia ao perceber que, no banco de trás do veículo que havia furtado, dormia um menino de cinco anos, durante a madrugada de hoje, em Passo Fundo, Rio Grande do Sul. Segundo informações do portal Zero Hora, ele ligou para a Brigada Militar informando onde abandonaria o carro.

O veículo pertencia a um casal que, segundo o Zero Hora, estavam em um bar na hora do furto. O policial que atendeu à ocorrência chegou a afirmar que o ladrão teria reclamado da irresponsabilidade do casal. "Ele ligou com um tom de indignação pelo absurdo da criança estar sozinha dentro do carro àquela hora", afirmou Cláudia Crusius, delegada do 2º DP, onde o boletim de ocorrência foi registrado.

O ladrão furtou o veículo, um Monza azul 1983, por volta das 2h, no centro de Passo Fundo. Ao perceber a presença do menino, ele ligou para o 190 e informou que deixaria o carro na Rua 7 de Agosto, 488, no bairro Operário. No boletim de ocorrência não consta que o ladrão tenha levado algum objeto de dentro do veículo.

Quando a Brigada Militar encontrou o Monza, o garoto ainda estava dormindo. O carro estava com documentos vencidos e acabou guinchado. O bebê foi levado para Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento e a mãe foi chamada a se apresentar às 10h no Conselho Tutelar.

A polícia ainda não encontrou o ladrão. "A princípio, vamos ter que apurar a situação. Mas, pelo insólito da situação, eu já adianto que não vou pedir a prisão", disse a delegada.


http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/09/17/ult5772u824.jhtm

Filmes que passariam se melhor fosse

Filmes que passariam no Cineclube CEU não fosse a quebra do aparelho de projeção. Fica aí a indicação de ótimos filmes. Quem sabe algum dia, que o CineCeu volte, não passe alguns desses filmes.

Assassinos por Natureza, Oliver Stone
Underground - Mentiras de Guerra, Emir Kusturica
O Quarto Filho, Nani Moretti
Contra Todos, Roberto Moreira
Acossado, Jean Luc Godard
Familia Rodante,
A Ultima Tentação de Cristo, Martin Scorsese
Fale com Ela, Pedro Almodovar
Cidade dos Sonhos, David Lynch
O Grande Lebowsky, Irmãos Cohen
Marcas da Violência, David Cronenberg
Os Sonhadores, Bernardo Bertolucci
Amores Brutos, Alejandro Iñarritu
O Ano em que meus pais sairam de ferias, Cao Hamburguer
Os Trapaceiros, Woody Allen

sábado, 13 de setembro de 2008

MovieMobz

Já chegou em Curitiba o que proclamam ser os novos ares do cinema: o site MovieMobz. A idéia é muito simples: foi criado um site em que as pessoas se mobilizem e escolham o filme que querem ver e onde querem ver. Assim que você conseguir juntar um número significativo de pessoas interessadas a sessão é mobilizada.
Em Curitiba já foram mobilizadas cerca de 5 sessões e a cada semana cresce o número de sessões advindas de mobilizações. Se você gostou da idéia basta acessar http://www.moviemobz.com, se cadastrar e sair mobilizando os filmes que você sempre teve vonta de ver na tela grande.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Cine Luz


Os antigos moradores certamente já passaram algumas horas de sua vida no Cine Luz, o cinema dos ceuenses, porém, para os novos moradores, fica a informação.

O primeiro Cine Luz ficava na Praça Zacarias e existia desde dezembro de 1939. O cinema sofria freqüentes inundações quando chovia e, ironicamente, foi destruído por um incêndio, em abril de 1952. O atual Cine Luz é administrado pela fundação cultural de Curitiba, tem 125 lugares, e foi inagurado em 14 de agosto de 1985, com a exibição do filme “A Marvada Carne”, de André Klotzel. 

O cinema dispõe de equipamentos de projeção para filmes de 25mm e 16mm e vídeos. Sua programação é voltada para a exibição de filmes, mostras e lançamentos de produções nacionais e estrangeiras paralelas a programação das grandes salas comercias, enfocando as produções com sabor artístico mais acentuado.

Foi inaugurado em 1985 com o filme “A Marvada Carne”, de André Klotzel. Atualmente pode-se conferir escolhas seletas a preços muito bons. Confira!

Cervejada na CEU! 5 contos!!!


Juntando-se com os lendários e sábios Ursos Gammy, a Casa do Estudante Universitário, Atlética de Direito da PUCPR, torcida Alçapão Alcoólico, e o C.A. de ADM da PUCPR, unindo forças, conseguiram pela primeira vez na história, a receita original do milagreiro Suco Gammy. Venha provar desta combinação inigualável sob comando das radiolas, Migué.


Recital de piano Grátis!!!

Marília Giller apresenta recital gratuito de piano



A pianista Marilia Giller, apresenta o recital Tributo ao Piano Brasileiro. O espetáculo integra a série Piano Itinerante, que acontecerá até o final do ano em bairros da cidade. A apresentação contempla a produção pianística no Brasil sob seus aspectos históricos, sociais, musicais e estéticos, desde a chegada do primeiro piano, em 1808, até a atualidade. Serão ressaltadas as transformações ocorridas na sua linguagem durante esse período que está completando 200 anos.


Giller executará 15 temas com arranjos contemporâneos criados por ela. Entre os compositores selecionados estão Villa-Lobos, Brasílio Itiberê e Bento Mossurunga. Pianista, compositora e professora, Marília estudou piano erudito e popular. Em Montreux, na Suíça, teve aulas de piano-jazz. Com intensa atividade artística, Marília trabalha nas várias correntes musicais, fundindo em sua música estilos como o jazz, rock e ritmos brasileiros.

Serviço:
Dia 13 de setembro, 2008. Às 15h, no Parque Cambuí, no Fazendinha. (Rua Carlos Klemtz, ao lado da Rua da Cidadania da Fazendinha)

Filme Grátis!

Milagre de Berna - Das Wunder von Bern (Legendado)





Milagre de Berna é um filme do diretor Sönke Wortmann e um dos grandes sucessos do cinema alemão do ano de 2003. O filme conta a história da inesperada vitória da Alemanha na copa do mundo de 1954, em Berna. Concomitantemente, reconstrói a trajetória de um soldado que volta para sua família depois da segunda guerra e as dificuldades ao perceber o quanto os anos de sua ausência o afastaram daquelas pessoas que lhe eram importantes. O filme mostra o milagre em dois planos: no futebol e no reencontro gradual de um família, delineando assim um sutil retrato da Alemanha pós-guerra.
Serviço:
12, setembro, 2008 - Horário: 18:30Local: Goethe-Institut Curitiba - Auditório - Entrada Franca

Produção cultural saindo da Casa

Segue o novo clipe da banda curitibana Mocambo, em que eu assino como Diretor de Fotografia.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Espaço da Casa n. 5 - Eclipse

Vídeos da casa!!!


A quinta edição do espaço da casa apresenta o duo de contrabaixo acústico e violão Eclipse, que procura fazer música contemporânea, peculiar pela busca de novas sonoridades sem, no entanto, perder o prumo da musicalidade acessível aos ouvidos "não iniciados" Essa característica, inclusive, proporcionou ao grupo apresentar-se em diversos locais, incluindo o festival Psicodália.

A música e o clipe foram compostos e gravados em Belo Horizonte pela dupla, em parceira com amigos. O contrabaixista, Bruno Garcia é morador da casa, conhecido como “BH”, e define o som – com uma pitada de ironia – como “música derretida”. O violonista é o professor Rafael Lemos. Segue um belo videoclipe feito com equipamento caseiro e muita criatividade.

E-mail para contato: eclipseduo@yahoo.com.br

Audição mais que recomendada!


segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Espaço da Casa n. 5 - Eclipse - Segunda Parte

Segunda parte do vídeo Eclipse em BH...

Cursos, concursos e afins.. n.1 - Permacultura

Certo, pode ser caro (pricipalmente pá crasse dos estudanti),
mas diz o ditado: mamar deitado é coisa de leitão, de graça, vc
não ganha nem injeção na testa., enfim, segue aí o contato
de um pessoal que trabalha com permacultura. vide o oráculo, digo,
pesquise no google a respeito e vc vai ficar por dentro de uma
técnica de vida + produção de alimentos sem venenos + interação com
a natureza e seus meandros funcionais + um monte de coisa que se desdobra
a partir de um pensamento que antes de tudo está 'aprendendo a jogar' como
disse alguém em uma canção que a Elis canta!!. Não gosto muito da jogatina,
mas isso não vem ao caso. Tá! segue o contato da Karen:


PERMACULTURA CURSO DE DESIGN (PDC)
(De acordo com programa e princípios estabelecidos por Bill Mollison)

O curso: é uma imersão prática nos conceitos do planejamento de sistemas sustentáveis para uma cultura permanente.

Carga horária: 72 horas em 9 dias de curso
Instrutor: Jorge Timmermann (Rede Permear)
Data: 04 a 12 de outubro de 2008
Local: Chácara Boa Vista
Campo Largo – (Região Metropolitana de Curitiba) - PR


Valor: R$ 530,00 (curso, alimentação e hospedagem)

Informações e inscrições com Karen

e-mail: kksprenger@gmail.com

Fone: (41) 8858-6318 ou (41) 3677-8979